sábado, 3 de janeiro de 2026

Mais um sopro de vida

Mais um sopro de vida
espalhado no vento
muito mais turbulento
do que em vão se previa.

Uma vasta ruína
que impregna no tempo,
como, aos poucos, o cheiro
de bolor na camisa,

e não deixa abrandar
a inquietude tenaz,
nos rincões da lembrança,

de jamais entender
se o engano foi ter
ou perder a esperança.

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