Quando criança, achava que astronautas iam para uma viagem sem volta. Não conseguia compreender como seria possível o retorno e, mesmo assim, me imaginava um dia sendo astronauta. Talvez não compreendesse bem a implicação da primeira conclusão. Hoje estou longe desse sonho de criança, mas ainda compartilho o maravilhamento que tinha por tudo o que há na imensidão do espaço sideral — antes, como puro mistério; hoje, com alguma compreensão e como mistério ainda mais profundo. As imagens da lua obtidas pela missão tripulada Artemis II me trazem algo do meu entusiasmo infantil e um sentimento afim do estar diante de uma grande obra de arte ou entender uma demonstração elegante de um teorema complexo — estar diante do sublime.
lua de outono —eu queria também
ver de tão perto
Nenhum comentário:
Postar um comentário